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Turismo de Granada

Granada, a 25 de Outubro 2005
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Gastronomia

Embora tal vez não constituam o aspecto mais destacável da gastronomia local, as “tapas” que se servem de graça em todos os bares do distrito junto com o “chato” de vinho ou a imperial são um apetitoso símbolo de Granada, que desperta os sentidos e se grava na memória do visitante.

Cozinha em miniatura, as tapas constituem, elas próprias, uma maneira informal de almoçar ou jantar de forma variada e saborosa. O “tapeo” em bares e tascas é para o granadino um rito social irrenunciável. Em quantidades mais ou menos abundantes, as cozinhas enchem os sentidos dos seus clientes com pires de caracóis guisados, batatas à pobre, peixes panados e enchidos variados, por citar uma mínima representação.

A gastronomia granadina com maiúsculas é tão variada e apetitosa como as tapas. É uma cozinha com grande herança árabe, generosa em especiarias, rica em sopas e cozinhados e especialmente gulosa. Os produtos da fértil veiga que circunda a cidade de Granada são a base de muitos dos pratos típicos locais, como as ternas favas fritas com presunto, as “pencas de acelga” recheias, os “cardos”, o “remojón”, a “pipirrana” e o indispensável gaspacho. Tudo isso acompanhado com o excelente pão de Alfacar. Especialidade de renome na capital é a Omeleta do Sacromonte, um prato não apto para paladares relutantes que se elabora, entre outros ingredientes, com miolos, testículos e ovos.

O clima frio que impõe durante o Inverno os cumes brancos de Serra Nevada tem propiciado uma cozinha de pratos fortes para reconfortar o corpo e o espírito. O melhor exemplo é a tradicional Panela de Santo Antão, tão contundente que se come só durante um par de semanas por ano. No seu tempero poucas partes do porco se safam: orelha, rabo, toucinho, morcela, pezinhos... acompanhadas com favas secas, arroz e funcho. Do Marquesado e o Altiplano são típicas as “gachas pimentoneras”, as migalhas de pão, os cozinhados e assados de borrego segureño e o cabrito frito com alhos.

Olla Tortilla Jamon

A gastronomia da Alpujarra é por ela mesma um reclamo turístico. Monumental é o presunto de Trevélez, curado na aldeia mais alta da Península Ibérica. Apesar de se obter de porcos brancos, a sua qualidade ganhou tal fama que está a ser muito procurado fora das fronteiras espanholas. Este manjar não falta nunca na especialidade mais reputada da comarca, o Prato Alpujarrenho, que se completa com lombo, chouriço, morcela, ovos fritos e batatas à pobre. A sua contundência exige acompanha-o com um dos vinhos de grande qualidade que alguns adegueiros aventureiros conseguem arrancar com algum êxito à terra.

A Costa Tropical também garante bons peixes e mariscos nas mesas granadinas. De excepcional qualidade são os camarões pequenos, lagostins e camarões brancos de Motril, que só precisam de uma passagem rápida pela grelha para tornar sublime o seu sabor. Também à grelha ou enterrados em sal resultam finíssimos peixes como o pargo, o sargo, a dourada e a pescadinha. E assadas em espeto ou em “moraga”, as sardinhas.

O invejável clima do litoral granadino tem propiciado a cultura das frutas subtropicais, como a anona, o abacate e a manga. O digestivo que encerra de forma sublime qualquer refeição pode ser um golinho do rum de Motril, filho da tradição granadina da cultura da cana-de-açúcar e de uma qualidade surpreendente para ser criado tão longe das Caraíbas.